Diário de Viagem: Ano Novo na Dinamarca

Diário de Viagem: Ano Novo na Dinamarca
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Copenhague, a vibrante capital da Dinamarca, é marcada pelo seu aspecto medieval e sua vibe moderna. Esta cidade de atrações tão interessantes que inspiraram artistas dos mais variados campos culturais é um lugar para os viajantes que buscam uma filosofia de vida diferente, um jeito de viver que não tenha tantas barreiras. E pensando nisso que deu um certo medo durante nossa estadia na capital. Não é exagero dizer que Copenhague é uma capital anárquica, no melhor sentido da palavra: ali a utopia de todos conviverem em harmonia com ideais próprios forma o cerne do espírito dinamarquês. Tirando isso, é um lugar Lindo de se conhecer! A capital da Dinamarca tem 1.246.611 habitantes e 90% de sua população é protestante. Sua moeda é a DKK, Coroa Dinamarquesa!
 
Não fomos na melhor época do ano lá, muito frio, neve e as fotos ficaram um pouco “macabras”… estava MUITO FRIO! Mas por outro lado teve seu charme e foi delicioso.
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Assim que chegamos a Copenhague não sabíamos como pegar meio de transporte e fomos a pé pro nosso hotel. Sorte que era perto, apesar do frio que passamos no caminho. Foi uma aventura! O visual da cidade nos impacta com as suas características medievais nórdicas. No nosso 1º dia fomos dar uma volta na cidade, seguimos um cronograma que no final foi uma bagunça só, mas acabamos conhecendo tudo que queríamos e ficamos deslumbrados!!!!
A Dinamarca é uma das monarquias mais antigas do mundo, com uma história que data da Era dos Vikings, por volta do ano 1000. A sociedade dinamarquesa está fundamentada na Constituição Dinamarquesa de 1849 e, desde então, o sistema político tem sido caracterizado por soluções amplas, através das divisões políticas. Muitas vezes, a Dinamarca é citada como um dos melhores países do mundo para se viver – mas não igual a Noruega. O forte estado do bem-estar social garante a igualdade econômica e a virtual inexistência de corrupção, enquanto que sondagens têm mostrado repetidamente que os dinamarqueses estão entre os povos mais felizes do mundo.
Dinamarca, oficialmente Reino da Dinamarca (em dinamarquês: Danmark, pron. [d̥ænmɑɡ̊], arcaico: [d̥anmɑ ː ɡ̊]), é um país escandinavo da Europa setentrional e membro sênior do Reino da Dinamarca. É o mais meridional dos países nórdicos, a sudoeste da Suécia e ao sul da Noruega, delimitado no sul pela Alemanha. As fronteiras da Dinamarca estão no Mar Báltico e no Mar do Norte. A Dinamarca há muito tempo controla a entrada e a saída do mar Báltico, já que isso só pode acontecer através de três canais, que também são conhecidos como os “Estreitos Dinamarqueses”. A língua nacional, o dinamarquês, é próxima do sueco e do norueguês. A Dinamarca compartilha fortes laços históricos e culturais com a Suécia e com a Noruega.
Na Dinamarca visitamos:

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A Igreja do Nosso Salvador(Vor Frelsers Kirke), uma grande igreja barroca no bairro de Christianshavn da cidade, que foi  construída na década de 1680, o que faz dela uma das mais antigas construções da cidade. A arquitetura de Lambert van Haven ilustra bem esse período, e é isso que atrai a maioria dos visitantes. Vale a pena visitá-la, mesmo por fora!
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Passamos pela Gliptoteca Ny Carlsberg (Ny Carlsberg Glyptotek) que é um museu de arte muito famoso localizado na cidade. O museu foi fundado a partir da coleção de Carl Jacobsen, filho de Jacob Christian Jacobsen, fundador da cerveja Carlsberg, reunindo uma das maiores coleções privadas de arte de seu tempo, e que hoje possui a maior coleção de arte antiga no norte da Europa, recebendo cerca de 350 mil visitantes por ano.
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 Vale visitar também o Royal Danish Theater (dinamarquês: Det Kongelige Teater), Castelo Rosenborg construído em 1606, a Igreja de Mármore e a Prefeitura de Compenhage. Lugares incríveis que representa bem a arquitetura dinamarquesa! Lindo!!!
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Um lugar que conhecemos também, SEM QUERER, foi a famosa Cristiania. Não era meus planos (pelo que li na internet) mas valeu a pena. Na sua entrada há regras que estão bem explícitas, pichadas em uma parede enorme, chamando a atenção das quinhentas mil pessoas que anualmente visitam a comunidade:

  1. Divirta-se
  2. Não fotografe – comprar e vender haxixe continua a ser ilegal
  3. Não corra – causa pânico

Caminhar do centro de Copenhague em direção à Christiania é ter a sensação de estar seguindo para o lugar errado. Dá MUITO MEDO! Christiania foi fundada no auge do movimento flower power em uma antiga área militar abandonada no bairro de Christianshavn, tinha como objetivo ser “uma sociedade alternativa livre, baseada na convivência com o próximo e com a natureza”.  Na década de 70, um bando de artistas, jovens e hippies invadiram uma antiga área militar e fizeram dali sua “Freetown” (Cidade Livre). A polícia tentou removê-los várias vezes, mas o movimento cresceu até que a galera se revoltou, parou de pagar impostos e fundou um pequeno estado autônomo. Ao longo dos anos 2000, rolou uma negociação com a Dinamarca para regularizar o território e atualmente eles pagam impostos à cidade de Copenhagen pelo terreno, mas se mantêm como uma vila comunitária e autogestionada. Pra entrar lá, você passa por um portal escrito “Você está entrando em Christiania” e na volta “Você está voltando para a União Européia”. O lugar é muito louco, clima diferente, uma coisa entre livre, relax e pesado. Arte, amor livre e drogas. São várias casinhas e barracas onde moram e trabalham artistas e pessoas de todos os tipos. Há também vários bares, muita gente circulando… Uma experiência sem igual.

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 Um lugar delicioso que precisa ir visitar também é Nyhavn (em português: Porto Novo), uma popular área na cidade de Copenhaga, Dinamarca, é um canal ao estilo neerlandês situado junto a Kongens Nytorv.  O canal foi escavado por soldados entre 1671 e 1673 a mando do rei Cristiano V, para permitir o acesso dos barcos mercantes a Kongens Nytorv. Muitos e ricos mercadores instalaram-se então em seu redor, dando início à era de ouro de Nyhavn. Os dias de prosperidade chegariam ao fim no início do século XIX, quando os mercadores abandonaram a zona depois do bombardeamento da cidade por parte da marinha inglesa em 1807, durante as Guerras Napoleónicas. Seguiu-se um período de decadência, em que a zona ganhou a reputação de ser um antro de prostitutas e marinheiros. Foi precisamente neste período que viveu em Nyhavn o seu mais ilustre morador, o famoso escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Andersen viveu em Nyhavn durante mais de vinte anos, e foi aqui que escreveu os seus primeiros contos em 1835. Actualmente, quase todos os edifícios de Nyhavn foram transformados em bares, cafés e restaurantes, muitos dos quais se gabam orgulhosamente do seu passado como bordeis.
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A zona transformou-se numa das mais famosas e concorridas da cidade, e basta um pouco de sol para que as pessoas venham até à zona para passear, sentar-se na beira do paredão ou numa das dezenas de esplanadas a beber uma cerveja, ou dar um mergulho nas águas do canal. Nós comemos uma deliciosa sopa de Lagosta, típica da região e CLARO, churros de chocolate como sobremesa.
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O que não deixamos de ir visitar foi o melhor restaurante do mundo, “Noma”. Um restaurante duas estrelas comandado pelo chef René Redzepi, localizado em Copenhagen na Dinamarca. O nome é uma junção das duas palavras em dinamarquês “Nordisk” (Nordic) e “Mad” (comida). Inaugurado em 2003, o restaurante é conhecido pela sua reinvenção e interpretação da cozinha nórdica. Em 2010 , 2011, 2012 e 2014, foi classificado como o melhor restaurante do mundo pela Restaurant Magazine.
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Nossa Virada do Ano que foi diferente, especial, inesquecível e assustadora!!!!! Aqui soltar fogos é comum, permitido e todo mundo adora. Por isso eles começam a estourar desde o dia 30 de dezembro. Na noite do Réveillon já estávamos vendo fogos desde de 5 da tarde (hora que já esta escuro aqui). Quando saímos para as ruas que vimos que qualquer maluco na rua anda com foguetes em mãos. É muito doido, porque tem gente colocando no cruzamento, no meio dos carros, pertinho da multidão. Ai você vê a galera atravessando  a rua e passando literalmente no meio das fagulhas. Eu estava impressionado achando muito perigoso, mas ao mesmo tempo muito divertido. Percebi que alguns mais conscientes estavam andando com um óculos de proteção transparente, principalmente as crianças. Só víamos o bombeiro e policia passando pra la e pra cá. O TEMPO TODO!!! Achei esse lance meio sem nexo, porque tira um pouco da expectativa da meia noite. Claro que a meia noite vieram os fogos oficiais, mais bonitos e em maior quantidade. Mas já tinham tantos fogos a noite inteira, que quase que não dava pra ver a diferença!

Nimb Palace illuminated

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Começamos a assistir os fogos no TIVOLI. O Parque Tivoli não é um parque de diversões qualquer. É o segundo mais antigo do mundo — o primeiro, o Dyrehavsbakken, também fica na Dinamarca — e o terceiro mais visitado da Europa. Dizem até que Walt Disney se inspirou no parque para construir a Disneylândia. Hoje, o Tivoli continua charmoso, como 26 atrações, diversos cafés e restaurantes, performances a céu aberto, peças de teatro e outras atrações curiosas. Se você não gosta de montanhas russas e brinquedos em geral, vale a pena ir só para curtir os jardins e a arquitetura peculiar do parque. Depois saímos de lá, antes da Meia Noite ainda e enfiamos num canto “mais seguro” e assistimos os fogos da Pracinha do Town Hall, um dos points de fogos. Mas tem fogos em tudo que é canto. Tomamos nossa cerveja, rimos e fomos embora porque tava frio DEMAIS e estávamos cagando de medo por causa dos fogos e na manhã seguinte iríamos para Londres… Ai são cenas dos próximos capítulos!

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